Nada como contar com a boa e velha renda fixa pós-fixada para sobreviver à alta volatilidade de uma surpresa eleitoral com a qual os agentes financeiros não contavam. Somente o Tesouro Selic, o CDI e a Poupança sobreviveram à reeleição do presidente Lula neste mês de outubro.
Os títulos pós-fixados, que acompanham a remuneração da taxa básica de juros sem grandes volatilidades, saíram ilesos à reprecificação do mercado para o cenário de mais um governo petista.
Os participantes do mercado se basearam nas pesquisas eleitorais e se preparam para um cenário em que a oposição sairia vitoriosa do pleito eleitoral. Esta possibilidade começou a ser desenhada já no final do primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro (PL), o candidato opositor ao presidente Lula saiu à frente na votação.
A virada do atual presidente pegou os agentes financeiros de surpresa.
O resultado foi uma segunda-feira (26) sangrenta para os mercados financeiros. O Ibovespa, principal índice de ações da B3, interrompeu suas operações devido à alta volatilidade já no início do pregão, ativando o chamado circuit breaker.
No mercado de renda fixa, os títulos públicos prefixados e indexados à inflação deixaram de ser negociados na plataforma do Tesouro Direto, também devido à volatilidade.
No final do período, outubro foi um mês do céu ao fosso para a maior parte dos ativos financeiros. Em meses assim, a preferência do brasileiro pelo CDI se reforça.
Da renda fixa às ações, outubro não poupou ninguém
Renda fixa no vermelho
Tirando o Tesouro Selic, nenhum título público do Tesouro Direto fechou no azul neste mês. Isso porque, depois do primeiro turno, os vencimentos mais longos de Tesouro IPCA+ e Tesouro Prefixado chegaram a marcar 15% de valorização.
A sangria do segundo turno apagou todo esse ganho e deixou como melhor resultado do período a queda de -0,96% do Tesouro IPCA+ 2032. Daí para a frente os retornos só pioraram, chegando na perda de -6,59% do Tesouro IPCA + 2050.
Tanto os títulos indexados à inflação quanto os títulos prefixados sofreram muito com a marcação negativa de preços diante da reprecificação dos juros pelos participantes do mercado.
Após o primeiro turno, o mercado começou a projetar uma taxa Selic menor no futuro, diante da perspectiva de um novo governo mais compromissado com as contas públicas — visto que eles esperavam a vitória da oposição.
Como essa expectativa não se confirmou, a segunda-feira foi de correção das projeções, para juros maiores novamente.
E, na renda fixa, taxa e preço caminham para lados opostos. Com o aumento da projeção de taxa, os preços despencaram. Logo, a marcação a mercado dos títulos públicos ficou no negativo.
- Aqui vale lembrar que a rentabilidade apresentada no ranking do Seu Dinheiro corresponde ao retorno com a variação do preço dos títulos de renda fixa.
Porém, todas essas oscilações só se concretizam se o investidor vender os papéis. Para quem leva até o vencimento, a taxa contratada na compra será paga integralmente, como se preço e taxa nunca tivessem mudado no meio do caminho.
Confira o ranking de investimentos em outubro
| Investimento | Rentabilidade no mês | Rentabilidade no ano |
|---|---|---|
| Dólar à vista | 5,20% | -0,81% |
| Dólar PTAX | 4,65% | -1,46% |
| CDI* | 1,02% | 11,64% |
| Tesouro Selic 2031 | 0,92% | 11,79% |
| Poupança** | 0,67% | 6,86% |
| IDA – Geral* | 0,26% | 8,03% |
| Tesouro IPCA+ 2032*** | -0,96% | – |
| Tesouro Prefixado 2029 | -1,05% | 7,40% |
| Ouro (GOLD11) | -1,57% | -11,47% |
| Tesouro IPCA+ c/ JS 2037*** | -1,69% | – |
| Tesouro IPCA+ c/ JS 2045 | -2,56% | 6,07% |
| IFIX | -2,84% | -3,35% |
| Bitcoin | -3,11% | -13,62% |
| Tesouro IPCA+ c/ JS 2060 | -4,58% | 5,53% |
| Tesouro IPCA+ 2040 | -4,74% | 3,15% |
| Tesouro Prefixado 2032 | -5,12% | 2,99% |
| Tesouro Prefixado c/ JS 2037*** | -5,54% | – |
| Tesouro IPCA+ 2050 | -6,59% | 1,86% |
| Ibovespa | -9,75% | 4,38% |
(**) Poupança com aniversário no dia 28.
(***) Títulos públicos começaram a negociar em fevereiro de 2026 e não tem histórico acumulado no ano.
Todos os desempenhos estão cotados em real. A rentabilidade dos títulos públicos considera o preço de compra na manhã da data inicial e o preço de venda na manhã da data final, conforme cálculo do Tesouro Direto.
Fontes: Banco Central,Anbima, Tesouro Direto, Broadcast eCoinbaseInc..
Pior semana da história do Ibovespa
As oscilações do Tesouro Direto e dos títulos públicos não chegam nem perto da volatilidade das ações e do Ibovespa em outubro. O principal índice da bolsa despencou de um recorde nominal de 209 mil pontos no meio do mês para um fechamento em 168 mil pontos.
Tudo isso em uma semana. Esta semana após o segundo turno foi a pior da história da bolsa brasileira, com um recuo de -18,12%.
Na segunda-feira (26), a B3 acionou o circuit breaker logo na abertura do pregão. O mecanismo paralisa as operações de toda a bolsa de valores por um período de 30 minutos em resposta à alta volatilidade das negociações.
Na reabertura, a queda do Ibovespa era de 17%. Arrefeceu para 14% no fechamento, marcando a 9ª maior queda diária da história do índice.
Para além da situação no Brasil, o exterior não ajudou a segurar um pouco do pessimismo e aversão a risco do investidor local e internacional.
A começar pelo tombo das big techs diante de resultados financeiros trimestrais decepcionantes de nomes como Alphabet (Google), Amazon e Intel. Os números reacenderam as dúvidas sobre os custos e resultados que a inteligência artificial pode entregar.
Em paralelo, as tensões geopolíticas no Oriente Médio pioraram. Há temores em relação ao abastecimento de petróleo e gás no mundo diante do fechamento parcial do Estreito de Ormuz.
Com isso, na Europa já começa a se falar em racionamento e redução de consumo com a proximidade do inverno no hemisfério norte.
Na crise, corram para o dólar…
Nem só de CDI se fazem os ganhos de outubro, o dólar também registrou alta no acumulado do mês: 4,65% de ganho frente ao real. A moeda norte-americana fechou o mês cotada a R$ 5,444.
Assim como a bolsa, o mercado de câmbio viveu semanas de extrema volatilidade, com o real operando sob forte estresse com a polarização do período entre turnos.
Antes do segundo turno, o dólar comercial oscilou na faixa entre R$ 4,95 e R$ 5,00, acompanhando a mesma expectativa que norteou o Ibovespa.
A moeda brasileira perdeu força após a confirmação da reeleição do presidente Lula.
Em uma reação defensiva imediata e generalizada, a moeda norte-americana disparou 9,2% em uma única sessão, chegando a superar a barreira dos R$ 5,60 nos momentos de maior alta do dia, em total sintonia com o colapso da B3.
Ao longo da semana, par dólar-real continuou oscilando em limites mais altos.
O cenário local de aversão a risco somou-se ao ambiente global já fragilizado, onde o dólar encontrou suporte na decisão do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), que manteve os juros norte-americanos elevados na faixa de 3,75% a 4% ao ano, consolidando um final de mês de forte pressão cambial para o Brasil.
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Nada como contar com a boa e velha renda fixa pós-fixada para sobreviver à alta volatilidade de uma surpresa eleitoral com a qual os agentes financeiros não contavam. Somente o Tesouro Selic, o CDI e a Poupança sobreviveram à reeleição do presidente Lula neste mês de outubro.
Os títulos pós-fixados, que acompanham a remuneração da taxa básica de juros sem grandes volatilidades, saíram ilesos à reprecificação do mercado para o cenário de mais um governo petista.
Os participantes do mercado se basearam nas pesquisas eleitorais e se preparam para um cenário em que a oposição sairia vitoriosa do pleito eleitoral. Esta possibilidade começou a ser desenhada já no final do primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro (PL), o candidato opositor ao presidente Lula saiu à frente na votação.
A virada do atual presidente pegou os agentes financeiros de surpresa.
O resultado foi uma segunda-feira (26) sangrenta para os mercados financeiros. O Ibovespa, principal índice de ações da B3, interrompeu suas operações devido à alta volatilidade já no início do pregão, ativando o chamado circuit breaker.
No mercado de renda fixa, os títulos públicos prefixados e indexados à inflação deixaram de ser negociados na plataforma do Tesouro Direto, também devido à volatilidade.
No final do período, outubro foi um mês do céu ao fosso para a maior parte dos ativos financeiros. Em meses assim, a preferência do brasileiro pelo CDI se reforça.
Da renda fixa às ações, outubro não poupou ninguém
Renda fixa no vermelho
Tirando o Tesouro Selic, nenhum título público do Tesouro Direto fechou no azul neste mês. Isso porque, depois do primeiro turno, os vencimentos mais longos de Tesouro IPCA+ e Tesouro Prefixado chegaram a marcar 15% de valorização.
A sangria do segundo turno apagou todo esse ganho e deixou como melhor resultado do período a queda de -0,96% do Tesouro IPCA+ 2032. Daí para a frente os retornos só pioraram, chegando na perda de -6,59% do Tesouro IPCA + 2050.
Tanto os títulos indexados à inflação quanto os títulos prefixados sofreram muito com a marcação negativa de preços diante da reprecificação dos juros pelos participantes do mercado.
Após o primeiro turno, o mercado começou a projetar uma taxa Selic menor no futuro, diante da perspectiva de um novo governo mais compromissado com as contas públicas — visto que eles esperavam a vitória da oposição.
Como essa expectativa não se confirmou, a segunda-feira foi de correção das projeções, para juros maiores novamente.
E, na renda fixa, taxa e preço caminham para lados opostos. Com o aumento da projeção de taxa, os preços despencaram. Logo, a marcação a mercado dos títulos públicos ficou no negativo.
- Aqui vale lembrar que a rentabilidade apresentada no ranking do Seu Dinheiro corresponde ao retorno com a variação do preço dos títulos de renda fixa.
Porém, todas essas oscilações só se concretizam se o investidor vender os papéis. Para quem leva até o vencimento, a taxa contratada na compra será paga integralmente, como se preço e taxa nunca tivessem mudado no meio do caminho.
Confira o ranking de investimentos em outubro
| Investimento | Rentabilidade no mês | Rentabilidade no ano |
|---|---|---|
| Dólar à vista | 5,20% | -0,81% |
| Dólar PTAX | 4,65% | -1,46% |
| CDI* | 1,02% | 11,64% |
| Tesouro Selic 2031 | 0,92% | 11,79% |
| Poupança** | 0,67% | 6,86% |
| IDA – Geral* | 0,26% | 8,03% |
| Tesouro IPCA+ 2032*** | -0,96% | – |
| Tesouro Prefixado 2029 | -1,05% | 7,40% |
| Ouro (GOLD11) | -1,57% | -11,47% |
| Tesouro IPCA+ c/ JS 2037*** | -1,69% | – |
| Tesouro IPCA+ c/ JS 2045 | -2,56% | 6,07% |
| IFIX | -2,84% | -3,35% |
| Bitcoin | -3,11% | -13,62% |
| Tesouro IPCA+ c/ JS 2060 | -4,58% | 5,53% |
| Tesouro IPCA+ 2040 | -4,74% | 3,15% |
| Tesouro Prefixado 2032 | -5,12% | 2,99% |
| Tesouro Prefixado c/ JS 2037*** | -5,54% | – |
| Tesouro IPCA+ 2050 | -6,59% | 1,86% |
| Ibovespa | -9,75% | 4,38% |
(**) Poupança com aniversário no dia 28.
(***) Títulos públicos começaram a negociar em fevereiro de 2026 e não tem histórico acumulado no ano.
Todos os desempenhos estão cotados em real. A rentabilidade dos títulos públicos considera o preço de compra na manhã da data inicial e o preço de venda na manhã da data final, conforme cálculo do Tesouro Direto.
Fontes: Banco Central,Anbima, Tesouro Direto, Broadcast eCoinbaseInc..
Pior semana da história do Ibovespa
As oscilações do Tesouro Direto e dos títulos públicos não chegam nem perto da volatilidade das ações e do Ibovespa em outubro. O principal índice da bolsa despencou de um recorde nominal de 209 mil pontos no meio do mês para um fechamento em 168 mil pontos.
Tudo isso em uma semana. Esta semana após o segundo turno foi a pior da história da bolsa brasileira, com um recuo de -18,12%.
Na segunda-feira (26), a B3 acionou o circuit breaker logo na abertura do pregão. O mecanismo paralisa as operações de toda a bolsa de valores por um período de 30 minutos em resposta à alta volatilidade das negociações.
Na reabertura, a queda do Ibovespa era de 17%. Arrefeceu para 14% no fechamento, marcando a 9ª maior queda diária da história do índice.
Para além da situação no Brasil, o exterior não ajudou a segurar um pouco do pessimismo e aversão a risco do investidor local e internacional.
A começar pelo tombo das big techs diante de resultados financeiros trimestrais decepcionantes de nomes como Alphabet (Google), Amazon e Intel. Os números reacenderam as dúvidas sobre os custos e resultados que a inteligência artificial pode entregar.
Em paralelo, as tensões geopolíticas no Oriente Médio pioraram. Há temores em relação ao abastecimento de petróleo e gás no mundo diante do fechamento parcial do Estreito de Ormuz.
Com isso, na Europa já começa a se falar em racionamento e redução de consumo com a proximidade do inverno no hemisfério norte.
Na crise, corram para o dólar…
Nem só de CDI se fazem os ganhos de outubro, o dólar também registrou alta no acumulado do mês: 4,65% de ganho frente ao real. A moeda norte-americana fechou o mês cotada a R$ 5,444.
Assim como a bolsa, o mercado de câmbio viveu semanas de extrema volatilidade, com o real operando sob forte estresse com a polarização do período entre turnos.
Antes do segundo turno, o dólar comercial oscilou na faixa entre R$ 4,95 e R$ 5,00, acompanhando a mesma expectativa que norteou o Ibovespa.
A moeda brasileira perdeu força após a confirmação da reeleição do presidente Lula.
Em uma reação defensiva imediata e generalizada, a moeda norte-americana disparou 9,2% em uma única sessão, chegando a superar a barreira dos R$ 5,60 nos momentos de maior alta do dia, em total sintonia com o colapso da B3.
Ao longo da semana, par dólar-real continuou oscilando em limites mais altos.
O cenário local de aversão a risco somou-se ao ambiente global já fragilizado, onde o dólar encontrou suporte na decisão do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), que manteve os juros norte-americanos elevados na faixa de 3,75% a 4% ao ano, consolidando um final de mês de forte pressão cambial para o Brasil.
The post Tesouro Selic e CDI: só sobreviveram à sangria pós-eleição os investimentos que nunca perdem; veja o ranking de outubro appeared first on Seu Dinheiro.
Nada como contar com a boa e velha renda fixa pós-fixada para sobreviver à alta volatilidade de uma surpresa eleitoral com a qual os agentes financeiros não contavam. Somente o Tesouro Selic, o CDI e a Poupança sobreviveram à reeleição do presidente Lula neste mês de outubro.
Os títulos pós-fixados, que acompanham a remuneração da taxa básica de juros sem grandes volatilidades, saíram ilesos à reprecificação do mercado para o cenário de mais um governo petista.
Os participantes do mercado se basearam nas pesquisas eleitorais e se preparam para um cenário em que a oposição sairia vitoriosa do pleito eleitoral. Esta possibilidade começou a ser desenhada já no final do primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro (PL), o candidato opositor ao presidente Lula saiu à frente na votação.
A virada do atual presidente pegou os agentes financeiros de surpresa.
O resultado foi uma segunda-feira (26) sangrenta para os mercados financeiros. O Ibovespa, principal índice de ações da B3, interrompeu suas operações devido à alta volatilidade já no início do pregão, ativando o chamado circuit breaker.
No mercado de renda fixa, os títulos públicos prefixados e indexados à inflação deixaram de ser negociados na plataforma do Tesouro Direto, também devido à volatilidade.
No final do período, outubro foi um mês do céu ao fosso para a maior parte dos ativos financeiros. Em meses assim, a preferência do brasileiro pelo CDI se reforça.
Da renda fixa às ações, outubro não poupou ninguém
Renda fixa no vermelho
Tirando o Tesouro Selic, nenhum título público do Tesouro Direto fechou no azul neste mês. Isso porque, depois do primeiro turno, os vencimentos mais longos de Tesouro IPCA+ e Tesouro Prefixado chegaram a marcar 15% de valorização.
A sangria do segundo turno apagou todo esse ganho e deixou como melhor resultado do período a queda de -0,96% do Tesouro IPCA+ 2032. Daí para a frente os retornos só pioraram, chegando na perda de -6,59% do Tesouro IPCA + 2050.
Tanto os títulos indexados à inflação quanto os títulos prefixados sofreram muito com a marcação negativa de preços diante da reprecificação dos juros pelos participantes do mercado.
Após o primeiro turno, o mercado começou a projetar uma taxa Selic menor no futuro, diante da perspectiva de um novo governo mais compromissado com as contas públicas — visto que eles esperavam a vitória da oposição.
Como essa expectativa não se confirmou, a segunda-feira foi de correção das projeções, para juros maiores novamente.
E, na renda fixa, taxa e preço caminham para lados opostos. Com o aumento da projeção de taxa, os preços despencaram. Logo, a marcação a mercado dos títulos públicos ficou no negativo.
- Aqui vale lembrar que a rentabilidade apresentada no ranking do Seu Dinheiro corresponde ao retorno com a variação do preço dos títulos de renda fixa.
Porém, todas essas oscilações só se concretizam se o investidor vender os papéis. Para quem leva até o vencimento, a taxa contratada na compra será paga integralmente, como se preço e taxa nunca tivessem mudado no meio do caminho.
Confira o ranking de investimentos em outubro
| Investimento | Rentabilidade no mês | Rentabilidade no ano |
|---|---|---|
| Dólar à vista | 5,20% | -0,81% |
| Dólar PTAX | 4,65% | -1,46% |
| CDI* | 1,02% | 11,64% |
| Tesouro Selic 2031 | 0,92% | 11,79% |
| Poupança** | 0,67% | 6,86% |
| IDA – Geral* | 0,26% | 8,03% |
| Tesouro IPCA+ 2032*** | -0,96% | – |
| Tesouro Prefixado 2029 | -1,05% | 7,40% |
| Ouro (GOLD11) | -1,57% | -11,47% |
| Tesouro IPCA+ c/ JS 2037*** | -1,69% | – |
| Tesouro IPCA+ c/ JS 2045 | -2,56% | 6,07% |
| IFIX | -2,84% | -3,35% |
| Bitcoin | -3,11% | -13,62% |
| Tesouro IPCA+ c/ JS 2060 | -4,58% | 5,53% |
| Tesouro IPCA+ 2040 | -4,74% | 3,15% |
| Tesouro Prefixado 2032 | -5,12% | 2,99% |
| Tesouro Prefixado c/ JS 2037*** | -5,54% | – |
| Tesouro IPCA+ 2050 | -6,59% | 1,86% |
| Ibovespa | -9,75% | 4,38% |
(**) Poupança com aniversário no dia 28.
(***) Títulos públicos começaram a negociar em fevereiro de 2026 e não tem histórico acumulado no ano.
Todos os desempenhos estão cotados em real. A rentabilidade dos títulos públicos considera o preço de compra na manhã da data inicial e o preço de venda na manhã da data final, conforme cálculo do Tesouro Direto.
Fontes: Banco Central,Anbima, Tesouro Direto, Broadcast eCoinbaseInc..
Pior semana da história do Ibovespa
As oscilações do Tesouro Direto e dos títulos públicos não chegam nem perto da volatilidade das ações e do Ibovespa em outubro. O principal índice da bolsa despencou de um recorde nominal de 209 mil pontos no meio do mês para um fechamento em 168 mil pontos.
Tudo isso em uma semana. Esta semana após o segundo turno foi a pior da história da bolsa brasileira, com um recuo de -18,12%.
Na segunda-feira (26), a B3 acionou o circuit breaker logo na abertura do pregão. O mecanismo paralisa as operações de toda a bolsa de valores por um período de 30 minutos em resposta à alta volatilidade das negociações.
Na reabertura, a queda do Ibovespa era de 17%. Arrefeceu para 14% no fechamento, marcando a 9ª maior queda diária da história do índice.
Para além da situação no Brasil, o exterior não ajudou a segurar um pouco do pessimismo e aversão a risco do investidor local e internacional.
A começar pelo tombo das big techs diante de resultados financeiros trimestrais decepcionantes de nomes como Alphabet (Google), Amazon e Intel. Os números reacenderam as dúvidas sobre os custos e resultados que a inteligência artificial pode entregar.
Em paralelo, as tensões geopolíticas no Oriente Médio pioraram. Há temores em relação ao abastecimento de petróleo e gás no mundo diante do fechamento parcial do Estreito de Ormuz.
Com isso, na Europa já começa a se falar em racionamento e redução de consumo com a proximidade do inverno no hemisfério norte.
Na crise, corram para o dólar…
Nem só de CDI se fazem os ganhos de outubro, o dólar também registrou alta no acumulado do mês: 4,65% de ganho frente ao real. A moeda norte-americana fechou o mês cotada a R$ 5,444.
Assim como a bolsa, o mercado de câmbio viveu semanas de extrema volatilidade, com o real operando sob forte estresse com a polarização do período entre turnos.
Antes do segundo turno, o dólar comercial oscilou na faixa entre R$ 4,95 e R$ 5,00, acompanhando a mesma expectativa que norteou o Ibovespa.
A moeda brasileira perdeu força após a confirmação da reeleição do presidente Lula.
Em uma reação defensiva imediata e generalizada, a moeda norte-americana disparou 9,2% em uma única sessão, chegando a superar a barreira dos R$ 5,60 nos momentos de maior alta do dia, em total sintonia com o colapso da B3.
Ao longo da semana, par dólar-real continuou oscilando em limites mais altos.
O cenário local de aversão a risco somou-se ao ambiente global já fragilizado, onde o dólar encontrou suporte na decisão do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), que manteve os juros norte-americanos elevados na faixa de 3,75% a 4% ao ano, consolidando um final de mês de forte pressão cambial para o Brasil.
The post Tesouro Selic e CDI: só sobreviveram à sangria pós-eleição os investimentos que nunca perdem; veja o ranking de outubro appeared first on Seu Dinheiro.



