Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) ganharam popularidade entre os brasileiros, posicionando-se como a alternativa moderna à tradicional caderneta de poupança. De acordo com a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), ao final de 2025, cerca de R$ 1,33 trilhão das aplicações financeiras no Brasil estavam sob a forma de CDBs.
Embora os CDBs não liderem o mercado em termos de volume total, posição que pertence à previdência privada com R$ 1,55 trilhão, esses títulos se destacaram pelo seu crescimento expressivo. No último ano, o estoque de CDBs aumentou em R$ 288 bilhões, configurando um crescimento de 27,7%. Em contraste, a poupança viu uma redução de 1,1% no mesmo período, com um total de R$ 961,4 bilhões.
A disseminação dos CDBs é evidente em diferentes regiões do Brasil, onde esses títulos são a principal escolha de investimento tanto para o varejo tradicional quanto para os investidores de alta renda. Os dados mostram que os investidores regulares (o “povão”) detêm 47,6% do total de CDBs, enquanto o público de alta renda possui 41,8%. Somente 10,6% estão nas mãos dos investidores do segmento private, que comumente englobam os super-ricos.
Luciane Effting, presidente do fórum de distribuição da Anbima, atribui a popularidade dos CDBs a três fatores principais:
1. Facilidade de entendimento e acesso, já que estão disponíveis em praticamente todas as instituições bancárias. 2. Opções de liquidez diária, que facilitaram ainda mais o investimento. 3. Taxas de juros atrativas, que podem chegar a 15% ao ano, oferecendo assim um bom retorno com risco relativamente baixo.
Essas características eram, até pouco tempo atrás, associadas à caderneta de poupança, exceto pela questão da rentabilidade.
Analisando os dados sobre os investimentos dos super-ricos, observamos que suas preferências se concentram em ações e em títulos que são isentos de imposto de renda, como CRAs, CRIs, LCAs, LCIs, LIGs e debêntures incentivadas. A Anbima classifica os investidores em diferentes grupos com base no patrimônio, revelando que a disparidade na média de investimento é significativa. Por exemplo, em 2025, o ticket médio do segmento private foi de R$ 15,8 milhões, comparado a R$ 137,3 mil para os de alta renda e R$ 14,9 mil para o varejo tradicional.
Em 2025, o volume total de investimentos no Brasil aumentou 15,5%, totalizando R$ 1,15 trilhão adicionais. Essa elevação se deu principalmente entre os investidores de alta renda, que elevaram suas alocações em 21,2%. O varejo tradicional também apresentou um crescimento expressivo de 10,3%.
Além do sucesso dos CDBs, outros produtos financeiros também mostraram desempenho positivo, como fundos de renda fixa e títulos isentos, que aumentaram em R$ 223 bilhões e R$ 191 bilhões, respectivamente. Entre os investimentos que mais se destacaram, os FIDCs apresentaram um crescimento impressionante de 122,8%, alcançando R$ 52 bilhões, seguidos por ETFs e títulos públicos.
Ao observar a participação dos investimentos entre as classes sociais no varejo tradicional, notamos que a caderneta de poupança ainda representa uma fatia significativa, mas os CDBs estão rapidamente ganhando espaço. No varejo de alta renda, os produtos também mostram uma distribuição diversificada, com a previdência liderando as alocações.
Os dados demonstram um cenário em que as preferências de investimento estão se modernizando, com cada classe social buscando opções que atendam suas necessidades e perfis de risco, refletindo uma dinâmica crescente no mercado financeiro brasileiro.
Os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) conquistaram grande popularidade entre os investidores e passaram a ser considerados a “nova caderneta de poupança”. Em 2025, foi registrado um total de R$ 1,33 trilhão alocado em CDBs, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
Embora os CDBs não tenham o maior volume de ativos entre os produtos financeiros — esse posto é ocupado pela previdência privada, com R$ 1,55 trilhão —, eles se destacaram pelo crescimento nominal, aumentando seu valor em R$ 288 bilhões em apenas um ano.
No comparativo com 2024, os títulos bancários cresceram 27,7%, enquanto a poupança enfrentou uma diminuição de 1,1% no mesmo período, totalizando R$ 961,4 bilhões.
A abrangência dos CDBs se evidencia ainda mais em um recorte geográfico dos dados da Anbima: esses títulos são o investimento mais popular em todas as regiões do Brasil, incluindo Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Os dados mostram que os CDBs são uma escolha comum tanto entre investidores do varejo tradicional quanto entre os de alta renda.
A maior parte dos CDBs é detida pelo “povão” (varejo tradicional), que representa 47,6% do total, enquanto o varejo de alta renda possui 41,8% desses títulos. Apenas 10,6% do estoque está nas mãos dos investidores super-ricos (segmento private).
Luciane Effting, presidente do fórum de distribuição da Anbima, atribui o fenômeno dos CDBs a três fatores:
- A simplicidade de investimento: são produtos fáceis de entender e disponíveis em qualquer banco;
- Liquidez diária, que ampliou o acesso;
- Taxas de juros de 15% ao ano, que proporcionam um bom retorno com baixo risco.
Essas características, há algum tempo, eram associadas principalmente à caderneta de poupança — exceto pela questão da rentabilidade, é claro.
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Investimentos dos Super-Ricos
De acordo com dados da Anbima, a maior concentração dos investimentos dos super-ricos se dá em dois tipos de ativos: ações e títulos isentos de imposto de renda.
É importante esclarecer as categorias de investidores: os super-ricos (private), alta renda e varejo tradicional (o “povão”). A Anbima usa os critérios estabelecidos pelas instituições financeiras, que classificam os clientes com base em seu patrimônio. Essa distinção fica evidente ao comparar o ticket médio de investimento por classe de renda no final de 2025:
- Private: R$ 15,8 milhões
- Alta Renda: R$ 137,3 mil
- Varejo Tradicional: R$ 14,9 mil.
Mais da metade (68,6%) dos investimentos em ações em 2025 pertencia ao grupo de alta renda. A alta renda detinha 18,7% das aplicações, enquanto o varejo tradicional representava 12,7%.
No que se refere aos títulos isentos de renda fixa, a distribuição entre as faixas de renda foi mais equilibrada: 43% foram alocados por super-ricos, 31,3% por alta renda e 25,7% pelo varejo tradicional. Entre os títulos isentos, a Anbima considera CRAs, CRIs, LCAs, LCIs, LIGs e debêntures incentivadas.
Observa-se também uma concentração significativa dos super-ricos em fundos multimercados (71,3%) e fundos de ações (67,8%). Por outro lado, os fundos de renda fixa e estruturados (FIIs, FIDCs e FIPs) são predominantemente controlados por investidores de alta renda, com participações de 46,3% e 42,2%, respectivamente.
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Investimentos por Classe de Renda em 2025
No ano passado, os brasileiros aumentaram seus investimentos em 15,5%, resultando em um incremento de R$ 1,15 trilhão no total aplicado.
Esse crescimento foi impulsionado especialmente pelo varejo de alta renda, cuja alocação geral aumentou em 21,2%, segundo dados da Anbima. O varejo tradicional cresceu 10,3%, enquanto o segmento private teve um aumento de 14,9%.
Além do crescimento dos CDBs, os fundos de renda fixa e os títulos isentos também apresentaram um desempenho notável no ano anterior, com aumentos de R$ 223 bilhões e R$ 191 bilhões, respectivamente.
Percentualmente, os FIDCs lideraram com uma alta de 122,8% em um ano, alcançando um volume total de R$ 52 bilhões. Logo depois, aparecem os ETFs (+47,8%) e os títulos públicos (+43,4%).
Varejo Tradicional
| Investimento | Alocação (R$ bi) | % de participação no total |
|---|---|---|
| Poupança | 814,31 | 84,7% |
| CDB | 633,60 | 47,6% |
| Previdência | 418,91 | 27,1% |
| Isentos* | 367,00 | 25,7% |
| Fundo de Renda Fixa | 233,22 | 23% |
| Ações | 102,53 | 12,7% |
| Títulos Públicos | 83,56 | 31,7% |
| Fundos Estruturados | 68,90 | 30,5% |
| Fundos Multimercados | 48,24 | 9% |
| Fundos de Ações | 21,75 | 8,6% |
Fonte: Anbima – distribuição de produtos de investimento em 2025
Varejo de Alta Renda
| Investimento | Alocação (R$ bi) | % de participação no total |
|---|---|---|
| Previdência | 851,74 | 55,1% |
| CDB | 556,40 | 41,8% |
| Fundo de Renda Fixa | 469,48 | 46,3% |
| Isentos* | 446,96 | 31,3% |
| Ações | 150,97 | 18,7% |
| Poupança | 140,36 | 14,6% |
| Títulos Públicos | 124,68 | 47,3% |
| Fundos Multimercados | 105,06 | 19,6% |
| Fundos Estruturados | 95,33 | 42,2% |
| Fundos de Ações | 59,68 | 23,6% |
Fonte: Anbima – distribuição de produtos de investimento em 2025
Private
| Investimento | Alocação (R$ bi) | % de participação no total |
|---|---|---|
| Isentos* | 614,04 | 43% |
| Ações | 553,81 | 68,6% |
| Fundos Multimercados | 382,17 | 71,3% |
| Fundo de Renda Fixa | 311,30 | 30,7% |
| Previdência | 273,61 | 17,7% |
| Fundos de Ações | 171,47 | 67,8% |
| CDB | 141,10 | 10,6% |
| Fundos Estruturados | 61,44 | 27,2% |
| Títulos Públicos | 55,36 | 21% |
| Poupança | 6,73 | 0,7% |
Fonte: Anbima – distribuição de produtos de investimento em 2025
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Super-ricos compram títulos isentos e ações; mas, para o ‘povão’, os CDBs são a nova poupança — veja como investiram os brasileiros em 2025
Nos últimos anos, o panorama do investimento no Brasil passou por transformações significativas, especialmente em 2025, um marco no comportamento dos investidores. Enquanto os super-ricos empregaram suas fortunas em títulos isentos de impostos e ações, a classe média e os pequenos investidores se voltaram para as Certificações de Depósitos Bancários (CDBs), consolidando-os como a nova poupança nacional.
A Diversificação dos Super-ricos
Os super-ricos, ou ultra-altos rendimentos, sempre buscaram estratégias sofisticadas para maximizar seus retornos. Em 2025, muitos desses investidores optaram por adquirir títulos isentos de impostos, como as Tesourarias Prefixadas (Tesouro Prefixado) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e do Agronegócio (LCAs). Esses produtos, que garantem rentabilidades atraentes sem a incidência de Imposto de Renda, tornam-se especialmente apelativos em um cenário de altas taxas de juros e incertezas econômicas.
Além dos títulos isentos, os super-ricos também aumentaram suas participações em ações, apostando em empresas ligadas à tecnologia, saúde e energia sustentável. O crescimento acelerado dessas setores durante o ano incentivou a busca por oportunidades de longo prazo, diversificando ainda mais seus portfólios e reduzindo riscos através da alocação em ativos diferentes.
Os CDBs como a Nova Poupança
Por outro lado, o “povão” brasileiro, composto em grande parte por trabalhadores e pequenas famílias, encontrou nos CDBs uma alternativa viável para garantir segurança e rentabilidade. Com a queda da taxa Selic e a busca por produtos financeiros mais rentáveis, os CDBs começaram a ser vistos como uma opção atraente em comparação à tradicional caderneta de poupança, que apresenta rendimento muito baixo.
Os CDBs oferecem taxas de retorno que frequentemente superam a inflação, e muitos bancos passaram a oferecer CDBs com liquidez diária e prazos variados, permitindo que os investidores tenham maior flexibilidade financeira. Além disso, a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para depósitos de até R$ 250 mil oferece uma camada extra de segurança, o que ajudou a atrair mais investidores de baixo e médio poder aquisitivo.
Mudanças no Comportamento do Investidor
A diferença no perfil dos investidores, com super-ricos optando por ativos mais complexos e rentáveis enquanto o “povão” se adapta a produtos mais acessíveis e seguros, reflete uma mudança no entendimento econômico da população. Cada vez mais, informações e educação financeira se tornaram essenciais, e a digitalização do mercado financeiro, com o surgimento de plataformas de investimento e aplicativos, facilitou o acesso e a compreensão sobre opções de investimento.
Conclusão
2025 foi um ano marcante no cenário econômico brasileiro, com uma clara divisão nas estratégias de investimento entre os super-ricos e os pequenos investidores. Enquanto os primeiros focaram em maximizar seus ganhos com títulos isentos e ações, a base da pirâmide investidora se virou para os CDBs, consolidando-os como uma nova forma de poupança. Essa evolução reflete não apenas as condições econômicas, mas também uma maior conscientização financeira e um desejo de segurança em tempos de incertezas.
À medida que o Brasil avança em direção a uma maior inclusão financeira, fica claro que tanto os super-ricos quanto o “povão” têm um papel crucial no futuro econômico do país. As escolhas que fazem hoje moldarão não somente suas próprias realidades financeiras, mas também o desenvolvimento econômico em um cenário mais amplo.



