Recentemente, o litoral brasileiro, especialmente em sua região sul, se tornou palco de um fenômeno incomum que gerou preocupação: um aumento significativo de registros de queimaduras associadas às caravelas-portuguesas. Esse fato ocorreu na famosa Praia do Cassino, onde, durante um feriado local, foram contabilizados 576 atendimentos realizados por guarda-vidas.
Desse total, cerca de dez pessoas necessitaram de cuidados médicos na Unidade de Pronto Atendimento do Cassino, com nove delas apresentando sintomas considerados moderados. Um caso que chamou a atenção foi o de uma menina de apenas 12 anos, que sofreu queimaduras no tórax, destacando o risco que essas criaturas representam.
Esses incidentes servem como um importante aviso sobre os perigos muitas vezes ignorados, principalmente por aqueles que encontram esses seres marinhos encalhados na areia.
O que são as caravelas-portuguesas?
As caravelas-portuguesas, conhecidas cientificamente como Physalia physalis, não devem ser confundidas com águas-vivas, embora ambas pertençam ao mesmo grupo de organismos, os cnidários. A caravela-portuguesa é, na verdade, um organismo colonial que possui um caráter mais agressivo e tóxico. Seus tentáculos, carregados de células urticantes, são capazes de liberar um veneno que atua no sistema nervoso, causando dores intensas e imediatas ao toque. Além disso, as marcas decorrentes desse contato podem persistir na pele por semanas, o que a torna ainda mais perigosa em comparação com as águas-vivas comuns do litoral brasileiro.
Motivo do surgimento no Sul
A recente presença das caravelas-portuguesas na costa sul do Brasil está relacionada a uma mudança nas condições climáticas. A chegada de uma frente fria alterou a direção dos ventos, empurrando esses animais do oceano para perto da costa e provocando seu encalhe nas praias da região. Normalmente, as caravelas são mais comuns em áreas tropicais, como as do Norte e Nordeste do Brasil. A condição de avistá-las no Sul varia conforme fatores oceanográficos, com o último grande registro na região datando de 2002.
O que fazer ao encontrar uma caravela-portuguesa
As orientações dos guarda-vidas são claras: evite o contato com as caravelas, mesmo quando elas estão na areia. Seus tentáculos continuam com a capacidade de causar urticária. Caso uma queimadura ocorra, recomenda-se:
- Não esfregar a área afetada.
- Remover os tentáculos com um objeto duro, como uma espátula de plástico.
- Aplicar vinagre sobre a queimadura para neutralizar a toxina.
Se sintomas mais severos aparecem, como febre, vômitos ou desmaios, é fundamental buscar assistência médica imediatamente.
Localização da Praia do Cassino
A Praia do Cassino, situada em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, é uma das mais conhecidas do Brasil, localizada a cerca de 334 quilômetros da capital Porto Alegre. O local se destaca por ser um importante destino turístico, agregando não apenas belíssimas paisagens, mas também uma infraestrutura repleta de hotéis, restaurantes, bares e opções de lazer.
Durante a temporada de verão, essa praia recebe em torno de 150 mil visitantes, vindos de diversas partes do Brasil e de países vizinhos como Uruguai, Paraguai e Argentina. O que garante à Praia do Cassino um destaque especial é sua imensa extensão, que ultrapassa os 200 quilômetros, tornando-se assim a maior faixa contínua de areia do litoral brasileiro.
Cerca de séculos após a chegada das primeiras caravelas portuguesas ao Brasil, novas “caravelas” surgiram nas praias — desta vez, não para conquistar território, mas para dominar a faixa de areia.
No início desta semana, a Praia do Cassino registrou um aumento significativo de queimaduras causadas por caravelas-portuguesas e águas-vivas, com 576 ocorrências reportadas pelos salva-vidas durante um feriado local.
Desse total, dez pessoas necessitaram de atendimento na UPA do Cassino, sendo que nove apresentaram condições consideradas moderadas. O caso mais sério envolveu uma menina de 12 anos, que sofreu queimaduras no tórax.
Esses incidentes servem de alerta para um perigo muitas vezes subestimado por quem encontra os animais encalhados na areia.
O que são as caravelas-portuguesas
A caravela-portuguesa (Physalia physalis) não é uma água-viva, embora pertença ao mesmo grupo dos cnidários. Trata-se de um organismo colonial, mais agressivo e tóxico, dotado de tentáculos repletos de células urticantes que liberam um veneno com ação neurotóxica, capaz de afetar o sistema nervoso e a musculatura.
O contato provoca dor intensa e imediata, e as marcas podem persistir por semanas ou até meses. Por esses motivos, ela é considerada muito mais tóxica do que as águas-vivas comuns do litoral brasileiro.
Por que apareceram agora no Sul
A explicação é simples: a chegada de uma frente fria alterou a direção dos ventos para o sudoeste, empurrando esses organismos do oceano aberto em direção à costa, resultando em seu encalhe nas praias do Sul do Brasil.
As caravelas-portuguesas costumam ser mais comuns em áreas tropicais, como o Norte e o Nordeste. No Sul, sua presença depende de condições oceanográficas específicas. O último grande registro na região ocorreu em 2002.
O que fazer ao ver uma caravela-portuguesa
Os salva-vidas recomendam: evite tocar nas caravelas, mesmo quando estiverem fora da água. Seus tentáculos continuam ativos mesmo quando encalhados na areia.
Caso ocorra uma queimadura:
- Não esfregue a pele;
- Retire os tentáculos com um objeto rígido;
- Aplique vinagre para ajudar a neutralizar a toxina.
Se surgirem sintomas mais graves, como febre, vômitos ou desmaios, busque atendimento médico.
Onde fica a Praia do Cassino
A Praia do Cassino está localizada no município de Rio Grande (RS), a 334 quilômetros de Porto Alegre. É o principal atrativo de um conjunto que inclui hotéis, colônias de férias, restaurantes, boates, bares, sociedades recreativas e uma variedade de serviços.
- SAIBA MAIS: Praia do Cassino: mitos, golpes, naufrágios e até a NASA na faixa de areia mais longa do Brasil
De acordo com o site de turismo do Governo do Rio Grande do Sul, o Balneário Cassino recebe cerca de 150 mil turistas do Brasil e dos países do Prata (Uruguai, Paraguai e Argentina) durante o verão.
No entanto, o que realmente destaca a Praia do Cassino é a extensão de sua orla, que supera os 200 quilômetros, tornando-a a maior faixa contínua de areia do litoral brasileiro.
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Caravelas-Portuguesas Invadem a Maior Praia do Brasil e Disparam Alerta
Recentemente, a Praia do Forte, localizada na Bahia e conhecida por suas belezas naturais e tranquilidade, tornou-se o foco de uma invasão de caravelas-portuguesas (Physalia physalis). Esses organismos marinhos, frequentemente confundidos com águas-vivas, pertencem à classe dos hidróides e são caracterizados por suas longas tentáculos e cores vibrantes. No entanto, a presença dessas criaturas no litoral brasileiro acende um sinal de alerta para banhistas e turistas.
O que são as Caravelas-Portuguesas?
As caravelas-portuguesas são, na realidade, uma colônia de organismos que trabalham juntos para a sobrevivência. Elas possuem uma estrutura que as ajuda a flutuar, criando a aparência de uma vela. Seus tentáculos são responsáveis por capturar presas e podem conter um veneno potente que causa dor intensa e reações alérgicas em seres humanos. Quando encostadas na pele, podem provocar queimaduras graves, e os efeitos são frequentemente dolorosos e debilitantes.
A Invasão e suas Causas
A invasão na Praia do Forte não é um caso isolado; eventos semelhantes têm sido registrados em várias praias do Brasil e do mundo. Cientistas acreditam que as mudanças climáticas e a poluição dos oceanos podem estar contribuindo para o aumento da população dessas criaturas. A temperatura da água, a salinidade e a disponibilidade de alimentos influenciam diretamente a proliferação das caravelas.
Além disso, durante os meses de verão, a movimentação de águas e correntes marinhas pode levar às caravelas para mais perto da costa, aumentando a probabilidade de encontros com banhistas e surfistas.
Perigos para a Saúde
As autoridades de saúde alertam que o contato com as caravelas-portuguesas pode ser extremamente perigoso. Os sintomas mais comuns incluem dor intensa, inchaço e, em casos mais graves, reações alérgicas que podem levar a dificuldades respiratórias. Em alguns casos, a presença de caravelas na água pode resultar em ferimentos graves que exigem cuidados médicos imediatos.
Por conta disso, é fundamental que os visitantes da Praia do Forte e de outras regiões afetadas estejam cientes dos sinais de aviso. Bandeiras com alertas devem ser colocadas nas praias affectedas para informar os banhistas sobre a presença desses organismos.
O Que Fazer em Caso de Contato
Caso uma pessoa entre em contato com uma caravela-portuguesa, as recomendações incluem:
- Sair da água imediatamente: Evitar entrar em pânico, mas se afastar da área afetada.
- Não tocar a caravela: Utilize uma vara ou outro objeto para manter distância, já que os tentáculos podem ainda estar ativos mesmo após a caravela ter sido retirada da água.
- Lavar a área afetada: Use água do mar para enxaguar a área atingida, uma vez que água doce pode ativar as células de veneno.
- Buscar ajuda médica: Se a dor for intensa ou se surgirem sintomas alérgicos, procurar assistência médica de emergência.
Conclusão
A invasão de caravelas-portuguesas na Praia do Forte serve como um lembrete da fragilidade dos ecossistemas marinhos e da importância de respeitar e proteger essas áreas. Com as mudanças climáticas e a atividade humana impactando os oceanos, é essencial que os cidadãos e turistas se mantenham informados sobre os riscos associados à vida marinha e sigam as orientações das autoridades locais para garantir a segurança e a saúde de todos.



